Olívio Asabust Hirako, conhecido apenas como Olívio, é um
jogador de nível internacional e que joga atualmente no Real Madrid C.F.
Brasileiro, formou sua carreira diferentemente dos nativos do país, que
percorrem o “caminho da bola” jogando na base de clubes nacionais, galgando até
chegar ao time principal. O “inusitado” na história de Olívio é que além de não
ter feito base, ou seja, jogado em algum clube nas categorias inferiores até os
19 anos, ele estreou no futebol jogando em nível profissional. Detalhe, no
Kashima Antlers do Japão.
O paulistano do bairro da Liberdade e descendente de
japoneses, Olívio desde pequeno se destacava na escola e nos torneios de futsal
que jogava. Por ter um estilo de “camisa 10” e um chute com muito efeito,
ganhou o apelido de Tsubasa, em referência ao anime japonês “Super Campeões” que
fez muito sucesso no Brasil na década passada. Até o cabelo e o porte físico
eram parecidos com o personagem. No entanto as semelhanças não param por aí.
Olívio chegou a fazer testes no São Paulo F.C aos 12 anos, tal
como Tsubasa no seriado. Porém, mesmo fazendo gols e atuando onde queria no campo,
foi reprovado e isto o abalou de tal maneira que não quis mais realizar testes
em outros clubes. Já quando fazia muito sucesso no Kashima Antlers, um dos
técnicos da base tricolor disse que ele foi reprovado em detrimento a um
jogador de empresários, ironicamente, japoneses.
Firme em sua decisão de não ser jogador profissional, seguiu
sua vida até que aos 18 anos recebeu uma proposta de um tio para ajudá-lo em
uma lanchonete no Japão. Sem ter algo melhor em vista no Brasil, rumou à terra
dos samurais em busca de viver o sonho de fazer mangás, sua outra paixão.
Em terras nipônicas, Olívio jogava regularmente em um parque
local em Hamamatsu e já despertava o interesse dos frequentadores. A fama sobre
seu futebol foi tamanha, tendo inclusive um canal popular no YouTube com seus
lances, que um olheiro o convidou para participar de uma partida comemorativa
na Semana do Ipê, em que são arrecadados fundos para a manutenção do Sakura Park
(Parque do Ipê) em Osaka, mais de 250km de sua casa.
Mesmo contando com ex-jogadores profissionais, Olívio roubou
a cena, marcou cinco gols e deu três assistências, além de distribuir canetas e
chapéus. Ele não voltou mais para a casa do tio e nem para o seu caderno de
mangás. Na semana seguinte faz um teste no Kashima Antlers e foi aprovado para
um período de testes. Que durou cinco dias. Espantados com o nível do jovem, os
donos do clube propuseram um contrato profissional e não poderiam ter feito
melhor escolha. Em duas temporadas no clube japonês, conquistou dois Campeonatos
Nacionais, uma Copa Nacional, uma Liga dos Campeões Asiática e um Vice-Campeonato
Mundial, perdendo para o Real Madrid na prorrogação.
O clube merengue já observava o “fenômeno” brasileiro em
terras japonesas, porém depois da atuação de Olívio na final, firmou um
contrato com o jogador já em dezembro por 37 milhões de euros, para se
apresentar apenas em julho. “Uma loucura”, era isso que todos os periódicos
esportivos europeus descreviam a negociação. Olívio tratou de desmentir todos,
fazendo uma temporada de estreia espetacular, ganhando todos os títulos
possíveis, sua primeira convocação para a seleção brasileira (após haver uma
passeata nas ruas para que aceitasse defender a seleção nipônica) e o prêmio de
melhor jogador jovem (até 23 anos) da temporada.
Agora se prepara para disputar a Copa do Mundo e a partida
de estreia é justamente contra o Japão, país que proporcionou o seu sonho de
jogador. Se alguém me contasse não iria acreditar.
Essa é uma história singela escrita em uma atividade na
faculdade em 2016 e que foi resgatada em meio a arquivos antigos.


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